Salsa
A Salsa nasceu
na Ilha de Cuba, mais propriamente em Havana, no interior dos famosos
cabarets cubanos, na década de 40. Ela é uma mescla de vários temperos
musicais, daí ser batizada com o termo que se refere aos condimentos
gastronômicos que dão mais sabor ao alimento.
Ela une sua musicalidade básica,
o son cubano, ao mambo e à rumba, provenientes também de Cuba,
àbomba e à plena, originários de Porto Rico, ao samba brasileiro,
enfim, compõe-se de uma fusão de vários ritmos afro-caribenhos, pois é
igualmente inspirado pelo merengue que irradia da República Dominicana, pelo
calipso que chega direto de Trinidad e Tobago, pelacumbia tipicamente
colombiana, pelo rock enviado dos EUA e pelo representante jamaicano, o reggae.
Versátil, atualmente ela aceita cadências mais recentes como o rap ou a música
eletrônica.
O son cubano,
esteio rítmico da Salsa, teve sua origem na área rural de Cuba
localizada na porção oriental da ilha, em meados do século XVIII, marcado pelo
influxo das cadências hispânicas, francesas e africanas. Essa mistura explosiva
transformou-se logo em sucesso estrondoso nas cidades, em princípios do século
XIX. Sua entrada triunfal na capital cubana se deu em 1909, através dos
soldados do exército cubano. Mas é apenas na década de 20 que surge o Sexteto
Habanero, conjunto que se destaca no estilo que se diferenciaria do som
original.
Samba de
Gafieira
Dança popular e gênero musical derivado
de ritmos e melodias de raízes africanas, como o Lundu e o Batuque. A
coreografia é acompanhada de música em compasso binário e ritmo sincopado.
Tradicionalmente, é tocado por cordas (cavaquinho e vários tipos de violão) e
variados instrumentos de percussão. Por influência das orquestras americanas em
voga a partir da segunda guerra mundial, passaram a ser utilizados também
instrumentos como trombones e trompetes, e, por influência do Choro, flauta e
clarineta. Apesar de mais conhecido atualmente como expressão musical urbana
carioca, o samba existe em todo o Brasil sob a forma de diversos ritmos e
danças populares regionais que se originaram do Batuque. Manifesta-se
especialmente no Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
Como gênero musical urbano, o Samba
nasceu e desenvolveu-se no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX.
Em sua origem uma forma de dança, acompanhada de pequenas frases melódicas e
refrãos de criação anônima, foi divulgado pelos negros que migraram da Bahia na
segunda metade do século XIX e instalaram-se nos bairros cariocas da Saúde e da
Gamboa. A dança incorporou outros gêneros cultivados na cidade, como Polca,
Maxixe, Lundu, Xote etc., e originou o samba carioca urbano e carnavalesco.
Surgiu nessa época o Partido Alto, expressão coloquial que designava alta
qualidade e conhecimento especial, cultivado apenas por antigos conhecedores
das formas antigas do samba.
Lambada
A Lambada nasceu
da junção de sonoridades já vigentes no solo brasileiro, do forró nordestino, do
carimbó amazônico, da Cumbia e do Merengue latino-americanos. No final de 1989
ela chegou ao auge, e depois se deslocou pelo Nordeste até atingir as areias de
Porto Seguro, na Bahia, acomodando-se ali na paisagem então quase desconhecida,
na qual se fixavam algumas pessoas inventivas e festivas. Em meio a estes
elementos propícios, o novo ritmo adquiriu sua natureza sensual e a energia que
seduziram o Planeta.
Com a canção
‘Llorando se Fue’, um sucesso de público e de vendas em vários recantos do
mundo, a lambada recebeu um impulso sem igual. Mesmo depois que a popularidade
deste ‘hit’ decaiu, a sua repercussão na forma de se dançar a lambada
persistiu, e esta coreografia continuou a ocupar um lugar de destaque em Porto
Seguro, lado a lado com o famoso Axé Music baiano. A princípio sua modalidade
coreográfica era praticada ao ar livre, nas praias, diante das barracas, dia e
noite, transferindo-se posteriormente para as salas de bailes. O que mais
encantou as pessoas foi a possibilidade de dançar abraçado ao par, como há
muito tempo não se via – uma mutação do carimbó, no qual as pessoas se moviam
desembaraçadas umas das outras -, o que também constituía uma forma de ensinar
aos jovens a arte de bailar coladinho ao parceiro. Nos outros países esta dança
brasileira é mais célebre que o próprio samba. Até desembarcar no Nordeste, a
lambada era reconhecida principalmente pela coreografia dos casais abraçados.
Este elemento era tão fundamental que, se estivesse ausente da dança em um
concurso sério, o par era imediatamente eliminado. Nesta segunda etapa da
lambada, quando ela se dissemina por toda parte, a dança marca presença em
vários filmes e programas televisivos, figurando até mesmo em novelas.
Hip Hop
Para
abordar o Hip Hop torna-se essencial resgatar, de forma
sucinta, a origem do funk, pois essa forma de música surgiu da música negra
americana, o “Rhythym and Blues”, rotulada como “race music” até cair no gosto
popular dos jovens brancos americanos. Houve a partir da década de trinta, uma
grande migração da população negra que vivia no sul do país, para os centros
urbanos do norte dos Estados Unidos e que necessitava, emergencialmente, de
trabalho. Neste período o Blues absorve instrumentos elétricos dando origem ao
Rhythm’d Blues, que consequentemente mistura-se com a música gospel
protestante, resultando no “Soul”, cuja tradução é “alma”. Na década de
sessenta o Soul passa a ser a música de protesto dos movimentos em favor dos
direitos civis dos negros, tornando-se a “black music” americana. Na luta por uma
real cidadania, eles começam a fazer uso da palavra “funky” (fedorento), muito
utilizada por seus agressores. Desta forma o Funky passa ser uma forma de
atitude e identidade negra no vestir, falar, dançar, enfim, viver.
Na década seguinte,
anos setenta, a mídia no Brasil se apropria desse estilo e passa a
comercializa-lo, projetando o estilo “Black Power” com Gerson King Combo. Uma
espécie de James Brown à brasileira. O Rio de Janeiro, por concentrar a maior
mídia de massa da época, aglomera grandes equipes de som, como as “Soul Grand”
e “Furacão 2000”, com realização de grandes bailes na zona sul e subúrbio da
cidade. A imprensa batizou este movimento ao orgulho negro de “Black Rio”,
entrando a década de oitenta sacudindo clubes, discotecas e casas noturnas das
grandes capitais brasileiras.
O
forró
O forró é uma dança popular de
origem nordestina. Esta dança é acompanhada de música, que possui o mesmo nome
da dança. A música de forró possui temática ligada aos aspectos culturais e
cotidianos da região Nordeste do Brasil. A música de forró é acompanhada dos
seguintes instrumentos musicais: triângulo, sanfona e zabumba.
O forró possui semelhanças com o
toré e o arrastar dos pés dos índios, com os ritmos binários portugueses e
holandeses, porque são ritmos de origem européia a Chula, denominada pelos
nordestinos de simplesmente "Forró", xote("Xotis"), o termo
correto, e variedades de Polkas européias que são chamadas pelos nordestinos de
arrasta-pé e ou quadrilhas. Além do jeito europeu de dançar, essas danças
adquiriram também o balançar dos quadris dos africanos. A dança do forró tem
influência direta das danças de salão européias, como evidencia nossa história
de colonização e invasões européias.
Há três versões muito difundidas
e que disputam entre si para ser origem histórica da palavra
"forró". A primeira, talvez a mais conhecida, é a que diz que
o termo surgiu no final do século XIX, nas construções das estradas
de ferro no Nordeste pelos ingleses. Estes realizavam festas
freqüentemente, mas nem sempre abertas à população. Quando a festa era
aberta à todos, escrevia-se na entrada "For All" (isto é,
"para todos"). Então, o termo Forró teria surgido como variação
da pronúncia da expressão inglesa citada. A segunda versão é muito
parecida, porém, quem realizariam as festas seriam os soldados norte
americanos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Valsa
A
Valsa é um tipo de dança de pares, com origem germânica e cuja música é escrita
em compasso ternário, a qual se tornou muito popular a partir do século XVIII.
A sua designação em alemão é Waltzer, palavra derivado do verbo waltzen e cujo
significado literal é "dar voltas", principal característica desta
dança. Apesar das raízes populares, a valsa foi gradualmente penetrando nas classes
médias, chegando mesmo a tornar-se na expressão máxima de elegância em todos os
salões a nível mundial. Na Áustria chegou mesmo a tornar-se num dos seus
símbolos. A sua longuíssima tradição, que perdura até aos dias de hoje deve-se
em grande parte à sua capacidade de adaptar-se a diferentes estilos e
exigências dos compositores.
As
origens da Valsa encontram-se nas danças populares realizadas no sul da
Alemanha e Áustria. No seu início, a valsa apresentava características muito
idênticas ao ländler mas com o tempo a valsa evoluiu para um maior tratamento
musical e social enquanto o ländler manteve o seu carácter mais popular. Apesar
da sua evolução no sentido de uma cada vez maior sofisticação (incluindo o
pequeno escândalo provocado pela transgressão da distância física aceitável
quando se dançava), a valsa manteve sempre a sua característica essencial: a
dança com o par abraçado dançando continuamente ao som da música.
Apesar
da grande popularidade que a valsa já possuía a partir de meados do século
XVIII, foi no início do século XIX que este género adquiriu o seu grande
impulso. É nesta altura que a valsa evolui para a sua forma definitiva e que se
caracteriza por uma série de períodos de oito compassos repetidos, precedidos
por uma introdução e concluídos com uma coda.
Viena
foi sem dúvida a grande capital da valsa, facto a que não será alheio o papel
de diversos músicos e compositores de orquestras de baile, entre os quais
Joseph Lanner e os diversos compositores da célebre família Strauss
(nomeadamente Johann Strauss, o seu pai, Johann Strauss e o irmão Pepi (Josef)
Strauss). Além destes, muitos outros compositores se interessaram pelas valsas,
merecendo referência os casos de Franz Schubert, Carl Maria von Weber, Fréderic
Chopin, Franz Liszt e ainda Johannes Brahms.
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