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Tema: DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM NA LINGUAGEM E ESCRITA
1 . INTRODUÇÃO.....................................................................................................................
7
2.0 UM BREVE HISTÓRICO DA ESCRITA.............................................................................
8
2.1 A EVOLUÇÃO DA ESCRITA E
SUAS FASES SUCESSIVAS DE PRODUÇÃO............................
9
2.2 A ESCRITA E SEU PROCESSO
DE AQUISIÇÃO.....................................................................
11
2.3 PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM ESPECÍFICOS DA
ESCRITA...........................................
13
2.4 O PAPEL DO
PSICOPEDAGOGO FRENTE AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM............. 15
3.0 CONCLUSÃO-------------------------------------------------------------------------------------------------------------
REFERÊNCIAS
----------------------------------------------------------------------------------------------17
Resumo
0 objetivos
deste estudo é investigar as causas da dificuldade de aprendizagem na linguagem
escrita, o motivo que levou a escolha do referido tema, baseia-se em uma
pesquisa e na necessidade de buscar respostas para as inquietações levantadas
através das investigações feitas a respeito desse déficit de aprendizagem da
escrita no processo de desenvolvimento do ensino.
A temática vem
da constatação dos péssimos resultados observados na produção da escrita. A
escrita é um dos meios de comunicação mais usado desde os primórdios da
civilização, sem a mesma a história da humanidade não seda possível, pois
através dos registros feitos e a necessidade de comunicação é que o mundo
alcançou o progresso e a evolução em todos os ramos do saber.
A dificuldade de
aprendizagem na escrita é vista com frequência em saia de aula, sendo assim,
para promover o os meios necessários de ajuda é preciso que o professor relate
o problema a instituição de ensino e a família para que juntos tomarem as
providências necessárias.
E o mais
importante nestes casos é obter o acompanhamento de um psicopedagogo,
profissional indicado para dar a assistência necessária não só ao aluno com
dificuldade, mas também a família do mesmo.
O papel do
psicopedagogo é fundamental para evitar a exclusão e o fracasso escolar
provenientes deste problema, por sua atuação no diagnóstico e na prevenção da
dificuldade apresentada.
1. Introdução
O presente artigo tem como objetivo conhecer a
história da escrita, sua evolução bem como suas fases sucessivas de produção,
as dificuldades de aprendizagens da linguagem escrita e o papel do psicopedagogo
nesse processo buscando superar possíveis problemas.
A educação é o processo de desenvolvimento da
capacidade de aprendizagem do ser humano visando sua integração na sociedade,
através dos meios próprios e indicados a cada ser, proporcionando o seu
crescimento cultural, de acordo com suas condições físicas e mentais.
A comunicação é um dos meios mais importantes da
educação, onde se destaca a palavra e a escrita, que são usadas para observar e
transmitir conhecimento, desde o início da vida. “ A escrita está entre as
maiores invenções da história humana, talvez a maior, pois ela tornou a
história possível.” Robinson (1995).
A escrita foi a forma do homem transmitir o seu
pensamento ou sentimento, por meios mais duráveis que a palavra e o de
registrá-lo para posteriores consultas. O papel do educado é transmitir
conhecimento ao educando, mas nem sempre conseguem, em razão de algumas
crianças apresentarem dificuldades de aprendizagem, tanto na escrita como na
leitura, ou apresentarem alguma disfunção especifica, por causas diversas e que
merece atenção especial por parte do professor, da instituição de ensino, da
família e do profissional de psicopedagogia, buscando meios científicos e
pedagógicos que auxiliarão na ajuda efetiva ao aluno.
A dificuldade de aprendizagem na escrita, objeto
desta pesquisa é observada com certa frequência em salas de aula por
professores e me alguns casos não são tomados as medidas indicadas e por
relevarem o fato posteriormente pode acarretar maiores problemas no
desenvolvimento do aluno, que levará essa deficiência ao longo de sua vida
pessoal e profissional.
Muitas vezes os pais desses alunos desconhecem essa
dificuldade de aprendizagem e é nesse estágio que compete aos envolvidos direta
ou indiretamente com a criança em questão alertá-los sobre o problema,
investigar suas causas e procurarem uma solução em conjunto.
A psicopedagogia é um campo que detecta as
dificuldades encontradas pelos alunos no ensino aprendizagem e procura
colaborar com a instituição no sentido de reforçar e auxiliar a equipe docente
para sanar essas dificuldades.
Temos que pensar numa concepção de aquisição da
linguagem escrita como parte do processo de letramento, isto é de um
aprendizado que se dá nas práticas sociais reais da escrita, vivenciadas pelas
crianças e que, portanto, não se restringe ao domínio do código.
A compreensão e valorização das funções sociais da
escrita é uma aprendizagem ligada aos planos conceituais, procedimentais e
atitudinais, que pode ter início desde os
primeiros momentos da criança a escola deve continuar até o final de sua
formação estudantil/ Minas gerais (2004).
Diante desta concepção podemos perceber que muitas
crianças chegarão a escola sem saber não só como se escreve, mas também por que
e para que se escreve. A partir do momento que entenderem o “porque” e o “para
que” compreenderão também” como se escreve.
Assim, os educadores necessitam repensar suas práticas
pedagógicas, buscando apoio em especialista na área como o psicopedagogo na realização
de estudos referentes aos problemas de aprendizagem, para alcançar o objetivo
mais esperado uma educação de qualidade.
A escola pelo tema se justifica pela necessidade de
como a criança constrói seus conhecimentos sobre a escrita e quais são as
dificuldades que elas encontram neste processo, respeitando e valorizando suas
diversidades individuais no sentido de alcançar as ideias almejados,
desviando-se assim do fracasso escolar, garantindo o sucesso de todos os
cidadãos. Esse é o grande desafio a ser conquistado.
2.0 Breve histórico da história
O aparecimento da
escrita surgiu em várias partes do mundo e em diferentes épocas de nossa
civilização. Já na Idade da Pedra, o homem primitivo buscava em suas rudes
gravações um meio de registro e de comunicação.
"A história
da escrita, porém não ocorreu de um modo simples e linear. A tabela de valores
fonéticos criados no início do século XIX por Champollion para decifrara famosa
pedra Roseta oferece uma forte evidência disto.” (CAPOVILLA, 2003:7/anexo no 1).
A origem da
história escrita pode ser descrita começando pela pictografia das cavernas.
Parece que o início dos registros ocorreu no Oriente Médio devido às atividades
comerciais desenvolvidas naquela região.
Segundo Hooker
(1996), o homem adotou basicamente quatro meios para registrar ou transmitir
informações: os pictogramas, os ideogramas, os silábicos e o alfabeto.
O sistema de
escrita pictográfico data do tempo das pinturas nas cavernas por volta de
35.000 a.C, desenhos em representações bastante simplificadas, que representava
coisas a princípio imóveis. Aos poucos foram acrescentando-se figuras humanas
simples e maior número de animais, bem mais acabadas.
O processo
pictográfico aperfeiçoou-se em ideográfico, a escrita analítica, com detalhes
mais ou menos convencionais, emprestando-lhe atributos particulares como
figuras empunhando lanças, etc. Em outras vezes o sistema consistia em
associarem-se dois ou mais símbolos para encontrarem um terceiro significado.
A transição da
ideografia para a escrita silábica ou fonética começou a realizar-se com os
hierógraficos egípcios, era o princípio da representação fonética do som
inicial, a acrofônia por meio dos símbolos que antes constituíam seu ideograma.
E com a descoberta do papiro os sacerdotes egípcios a criar a escrita sagrada.
Na Ásia Menor,
mais precisamente na Mesopotâmia, ensinava-se um tipo de escrita em bases muito
diferente: a escrita cuneiforme, seus caracteres eram gravados na pedra ou na
argila. A escrita. Assírio babilônico
pouco a pouco vai atribuindo o valor fonético ou sinal cuneiforme, com uma diferença
em relação a escrita egípcia em que esse valor fonético era silábico e cada
silaba era representada por um caractere cuneiforme próprio e se chamava
silabação mesopotâmica. ' '
Os chineses, os
assírios, os babilônios, os egípcios, os astecas e os maias da américa usaram
amplamente o ideograma como fundamento da escrita. A escrita japonesa, por
volta do século V, recebeu a escrita chinesa através da Coréia e adaptaram os
fonogramas chineses à estrutura de sua própria língua e pronuncia.
Entretanto os
povos semitas, hebreus, assírios, aramaicos, fenícios e árabes, em determinada
época de sua história fizeram modificações e adaptações aos hieróglifos
egípcios e as suas próprias línguas, atribuindo valor sonoro independente a
cada fonema e simplificando a feição gráfica desses fonemas, construindo os
alfabetos puramente fonéticos e reduzindo o número de signos.
Os fenícios
converteram a aerofonia em fonia pura, e criaram uma escrita verdadeiramente
fonética através do seu alfabeto de 22 letras, com as quais podiam escrever todas
as palavras de sua língua. É certo que outros alfabetos semitas existiram,
paralelamente ao fenício, como por exemplo: o aramaico.
À origem do
alfabeto grego, são atribuídas duas fontes: semitas e aramaicas. É possível que
outras fontes tivessem vindo dos inúmeros estados gregos da remota antiguidade
helênica e adaptar a seu uso e línguas, outras formas alfabéticas.
Os gregos
fizeram algumas transformações das 22 letras semíticas (todas consoantes) em
sons vocálicos. Alguns símbolos já representavam vogais, mas as duas grandes
divisões, orientais e ocidentais permaneceram até o século IV a.C, quando se
tomou uniforme.
Provavelmente a
origem da escrita romana é fenícia, do alfabeto grego, que por sua vez gerou o
nosso; há opiniões que afirmam de que os romanos receberam o alfabeto grego e
apenas mundificaram-lhe as formas das letras, adaptando-as ao uso de sua
língua. É verdade que o alfabeto oriental foi levado para a Itália, pelas
colônias gregas da assim chamada Magna Grécia, de modo que é possível
imaginar-se ter a escrita romana, derivada do contato do contato do povo do
Lácio com essas colônias gregas do sul da Itália.
Cerca de 700anos
a.C., segundo a melhor opinião, os romanos adquiriram o alfabeto, o
clássica);só durante a Idade Média passou a possuir 26 letras. Foi o alfabeto
romano, ou latino, que se tomou o abecedário comum de quase todas as línguas
vivas e cultas do mundo ocidental.
2.1
A evolução da escrita e suas fases sucessivas de produção
O domínio da escrita representa uma grande
importância na vida do homem, a linha do tempo divide sua história em antes e
depois da escrita, pois a partir desta descoberta foi possível registrar sua
cultura, as canções, suas poesias, enfim, sua maneira de ver o mundo. Segundo
Teberosky (2002) a importância social da escrita, em termos de controle,
governo, administração, é tamanha que a cidade como forma social de organização
era desconhecida nas sociedades orais.
Na época da pré-história utilizaram figuras
registradas em pedras para transmitir informações, tais registros fornecem um
conhecimento resumido de uma era sem escrita. E para que essas informações
fossem transmitidas fazia-se uso de várias formas de expressão como gestos,
ruídos, Sinais de fumaça e tantos. Mas, a esse respeito Cagliari afirma que:
Um desenho não participa necessariamente de um tipo
de escrita. A escrita, para ser qualificada como tal, precisa de um objetivo
bem definido, que ¿ fornecer subsídios para que alguém leia (CAGLIARI, 1996,
p.104)
Em relação à evolução da escrita, vistas em seus
aspectos gerais, Cagliari (i996) a descreve em três diferentes etapas:
Pictórica, Pictórica e Alfabética.
Quanto a aprendizagem pode-se afirmar que a
alteração do comportamento é o resultado final da aprendizagem. Segundo Nelson
Piletti (2006), a aprendizagem é uma mudança de comportamento que resulta da
experiência.
Para Gagné, a aprendizagem é uma modificação na
disposição ou na capacidade do homem, modificação essa que pode ser anulada e
que não pode ser simplesmente atribuída ao processo de crescimento (apud NELSON
PILETTI, 2006).
Na definição de Morgan (1977, p.90) a aprendizagem é
qualquer mudança relativamente permanente no comportamento, e que resulta de
experiência ou prática.
Aprendizagem específica da escrita está vinculada a
um conjunto de fatores que adota como princípal o domínio da linguagem e a
capacidade de simbolização. Aos poucos, as crianças devem compreender como o
sistema funciona, o que nota/representa e como a escrita cria estas
notações/representações. Ou seja, sua aprendizagem se converte em um novo
objeto de conhecimento, trata-se de uma aprendizagem conceitual (FERREIRO,
2001; MORAIS, 2005).
Bernal (apud Teberosky, 2002) chama a escrita de
"a maior invenção manual-intelectual criada pelo homem".
Na evolução da escrita houve inúmeras transformações
ar~ chegarmos à forma atual: o alfabeto. No processo da aquisição da escrita a
criança também passa por fases no período da alfabetização, revela Ferreiro e
Teberosky (1999) que são cinco fases sucessivas de produção escrita que a
criança terá que vivenciar e ultrapassar:
Primeira fase - na
construção da escrita a criança descobre os limites que a separa do desenho,
conforme Ferreiro e Teberosky (1999), percebe-se algum ensaio figurativo entre
a escrita e o desenho onde a criança escreve partindo da ideia de que a
quantidade ou o tamanho das letras deve estar de acordo com o objeto que
representa.
Segunda fase - caracteriza-se pela atribuição de escritas
diferenciadas, a forma dos grafismos é mais redefinida e mantém uma proximidade
maior com as letras.
Terceira fase - envolve as propriedades sonoras das letras, neste
nível a criança acredita que cada letra equivale a urna silaba.
Quarta fase - é
a transição da hipótese silábica para a alfabética, pois, segundo Ferreiro e
Teberosky:
A criança abandona a hipótese silábica e descobre a
necessidade de fazer uma análise que vá "mais além" da silaba pelo
conflito entre hipótese silábica e a exigência de quantidade mínima de gramas
[...] e o conflito entre as formas gráficas que o meio lhe propõe e a leitura
dessas formas em termos da hipótese silábica (FERREIRO & TEBEROSKY, 1999,
p. 214).
Mediante Correia (2001), a respeito desses
conflitos, acrescenta que essa problematização deve estar em consonância com as
práticas socioeducativas referente à leitura e a escrita do meio em que a
criança vive.
· Quinta fase - a
criança é capaz de fazer relações entre grafemas e fonemas, ou seja, alcança a
escrita alfabética.
É bom ressaltar que estas construções não ocorrem
linearmente em cada aluno, pois ele passa por processos diferentes de acordo
com o seu próprio ritmo. O que importa, realmente, é que cada aluno tenha
vivido e superado seus níveis de aprendizagem da escrita no período da
pr6-escola para que não se defronte com problemas mais adiante.
A linguagem humana e sua codificação são fatores que
devem ser analisados antes da leitura e escrita, que por sua vez são partes
integrantes a ela (Rebolo, 1993). O autor define linguagem como um sistema de
símbolos que permite a comunicação entre organismos ou membros de uma espécie,
podendo afirmar que tanto os seres humanos como os animais são dotados de
linguagem‑
O domínio da escrita é o resultado de um longo
processo de organização do desenvolvimento da linguagem/fala, que permeia a
construção de: gestos significativos, brincadeira de faz-de-conta, desenho e
escrita (VYGOTSKY, I984).
A realidade das condições de domínio da escrita das
crianças que moram em periferia e estudam em escola pública é bem clara e
lamentável, pois comumente elas não desempenham as competências de acordo com a
sua idade/série. E segundo Ferreiro e Linguagem (1989), as expectativas de
resolver os problemas denominados de seleção social e expulsão encoberta,
gerados pela distribuição desigual de oportunidades educacionais, não se
concretizaram e muitas crianças que são matriculadas nas escolas continuam sem
aprender a ler e a escrever, porque a solução para o problema do fracasso
escolar, durante a alfabetização, exige não apenas mudanças nas concepções de
ensino e aprendizagem, mas demanda, sobre tudo, empenho e vontade dos poderes
públicos no sentido de garantirem as condições para que o sistema educacional
possibilite a efetiva aprendizagem.
2.2
A escrita e seu processo de aquisição
A nossa sociedade hoje em dia vem sofrendo
transformações constantes, e por isso é natural que as solicitações do meio
assumam os aspectos diferentes dessa forma e que atualmente alguns alunos
passam por dificuldades na escrita.
Vygotsky (1998) afirma que não é somente através da
aquisição da língua falada que o indivíduo adquire formas mais complexas de se
relacionar com o mundo que o cerca. O aprendizado da linguagem escrita
representa um novo e considerável salto no desenvolvimento da pessoa.
Algumas pesquisas demonstraram que este processo
ativa uma fase de desenvolvimento dos processos psicointelectuais inteiramente
nova e muito complexa, e que o aparecimento destes processos origina uma
mudança radical das características gerais, psicointelectuais da criança. Ainda
segundo Vygotsky o domínio desse sistema completo de signos fornece novo
instrumento de pensamento ( na medida em que aumenta a capacidade de memória,
registro de informações etc.)
Partindo desse pressuposto, Vygotsky faz importantes
críticas à ação presente tanto na psicologia como na pedagogia, que considera o
aprendizado da escrita apenas como habilidade motora: “ Ensina-se as crianças a
desenhar letras e construir palavras com elas, mas não se ensina a linguagem
escrita. Enfatiza-se de tal forma a mecânica de ler o que está escrito que se
acaba obscurecendo a linguagem escrita como tal” ( Vygotsky, 1984).
O aprendizado da escrita, esse produto cultural
construído ao longo da história da humanidade, é entendido por Vygotsky como
processo bastante complexo, que é iniciado para a criança” muito antes da
primeira vez que o professor coloca um lápis em sua mão e mostra como formar
letras.”
Sendo assim, o aprendizado da linguagem escrita
envolve a elaboração de todo um sistema de representação simbólica da
realidade. É por isso que ele identifica uma espécie de continuidade entre as
diversas atividades simbólicas: Os gestos, o desenho e o brinquedo. Em outras
palavras, essas atividades contribuem para o desenvolvimento da representação simbólica
( onde signos representam significados, e consequentemente, para o processo de
aquisição da linguagem escrita.
A língua escrita é um objeto de uso social, com uma
existência social ( e não apenas escolar). Quando as crianças vivem em um
ambiente urbano, encontram escritos por toda parte ( letreiros da rua, vasilhames comerciais, propagandas,
anúncios da tv, etc). No mundo
circundante estão todas as letras não em uma ordem preestabelecidas, mas com a
frequência que cada uma delas tem na escrita da língua FERREIRO (2001).
Ao focarmos nosso olhar especificamente na linguagem
escolar, é fundamental que busquemos investigar
sobre o contexto de letramento que vem constituído essas crianças e suas
famílias que papel assume os materiais escritas em suas vidas? Quais os usos
cotidianos que a família faz da escrita? Só de posse destes dados é que podemos
analisar o “ por que” da dificuldade da criança na aquisição da escrita.
Minas gerais (2003), “ Pensar no contexto da criança
numa perspectiva local significa conhecer as condições de vida da família, as
relações que em função dessas condições a criança estabelece em sua comunidade
e compreende a cultura que a constitui desde o nascimento.”(p.35)
Sabemos que a modernidade nos trouxe várias
conquistas desde o aumento de produções até o desenvolvimento das comunicações,
mas em decorrência desta modernidade, muitos pais são afastados de seus lares
para o trabalho, as ruas não são mais espaço para brincar por causa da
violência, neste contexto as novas tecnologias tem uma entrada definitiva na
pedagogia cultural, aumentando uma cultura consumista, passiva e muitas vezes
desviando a formação de valores.
Segundo Rego (3,995, p.38) "As crianças descobrem sobre a língua escrita
antes de aprender a/er".
A autora faz esta afirmativa a partir de seus estudos, nos quais busca
estabelecer urna comparação entre o processo da aquisição da linguagem oral e o
do escrito. Desse modo, assim como se evidenciou que as crianças adquirem a
linguagem oral quando envolvidas em contextos comunicativos em que essa
linguagem é significativa para elas, da mesma forma pode-se constatar que, se
uma criança vive numa cultura letrada, na qual ela pode presenciar ou vivenciar
situações significativas de uso da leitura ou escrita, inicia-se aí o processo
de aprendizagem dessa linguagem.
Desse modo, se nas interações com os sujeitos da
cultura, ela participa de situações onde se torna necessário, por exemplo,
consultar placas de sinalização ou um catálogo para achar um endereço, ou ler
um jornal para se informar sobre os acontecimentos diários, ou ler urna bula
para se orientar sobre o uso de medicamentos, ou ler uma receita para fazer um
bolo, ou anotar um recado ou fazer uma lista para não se esquecer de algo, ou
escrever uma carta para se comunicar com alguém que está distante, ou redigir
um aviso para informar as pessoas sobre algum imprevisto, ou mesmo se deliciar
e “viajar" com histórias ou poesias, ela está tendo contato com diversos
tipos de textos, necessários a alguma forma de interlocução através da escrita,
apropriando-se progressivamente dos seus usos e funções e de suas estruturas
próprias.
Para SOARE5 (2001) " O letramento é o estado ou condição de que se envolve nas
numerosos e variados práticas sociais de feitura e de escrito (p‑44) e
ainda acrescenta: 'letramento é um
conjunto de práticos de leitura e escrito que resultam de uma concepção de o
quê, como, quando e por quê ler e escrever(p.75).
Paralelamente, a partir da vivencia dessas
situações, mediadas por outros sujeitos letrados, as crianças vão se
apropriando do sistema de representação dessa língua. Ao pesquisar como se dá o
processo de reconstrução pelas crianças desse sistema de representação da
língua escrito, Emília Ferreiro e Colaboradores, concluíram que quando elas têm
acesso a essa linguagem, vão construindo hipóteses muito próprias sobre o que a
escrito representa e como ela é representada, buscando compreender o nosso sistema
alfabético de escrito.
Inicialmente, nesse processo, quando ainda não
percebem que existe uma relação entre a escrito e os aspectos sonoros da fala,
as crianças tentam, por exemplo, estabelecer relação entre a escrita e as
características físicas ou psicológicas do objeto representado, como por
exemplo quando ela utiliza muitas letras para escrever a palavra trem porque
esse é um meio de transporte grande, e utiliza poucas letras para escrever
bicicleta, porque é um meio de transporte pequeno. Costumam também utilizar
apenas as letras de seu nome, invertendo a sua ordem para escrever coisas
diferentes ou acreditam que não se pode ler ou escrever utilizando-se menos de
duas letras. Nesta fase a criança cria uma série de outras hipóteses de caráter
quantitativo e qualitativo, visando compreender o que significa essa escrita do
adulto. Essas hipóteses foram denominadas por Ferreiro e Teberosky de hipóteses
pré-silábicas.
Quando a criança, a partir dos conflitos vivenciados
nas suas tentativas de compreender esse sistema, se dá conta da existência de
uma retração entre a escrito e os aspectos sonoros da fala, cria a hipótese de
que a cada som emitido na fala corresponde uma letra (ex: coloca três letras
para escrever cavalo ou duas para escrever bode). Essa hipótese, denominada
silábica, significa um grande avanço no seu processo de reconstrução desse
sistema, pois ela já descobriu o que a escrito representa, faltando apenas
compreender como ela representa.
Assim, a partir do contato com diversas situações de
escrita, mediadas por outros sujeitos letrados, a criança continua esse
processo de construção de nosso sistema de representação, criando hipóteses até
chegar à percepção de que a cada fonema corresponde um grafema (hipótese
alfabética) e caminhar para a compreensão das regras ortográficas.
Nesse processo, vai também se apropriando dos
aspectos gráficos da linguagem escrita, isto é, das letras, do uso de
maiúsculas e minúsculas, da pontuação, da segmentação, da orientação da
escrita.
Evidencia-se, portanto, que a linguagem escrita é um
objeto complexo e dinâmico de aprendizagem, que envolve a
apropriação/reconstrução de vários aspectos: funcionais, textuais, gráficos e
aqueles relativos ao sistema alfabético de representação.
Sua aprendizagem pressupõe interação entre sujeitos
de uma cultura letrada e, diferencialmente da linguagem oral, requer uma ação
intencional e, muitos vezes, planejada. Foi em função disso que a sociedade
delegou à escola o papel de ensinar a linguagem escrita e, hoje, reconhece-se a
possibilidade de trabalhar o processo de construção dessa linguagem desde a
Educação infantil.
Entretanto, se a aprendizagem dessa linguagem
pressupõe interações de tal ordem, temos que nos perguntar: em que medida o
mundo letrado faz parte do repertório de saberes, valores e práticas do grupo
social a que as crianças pertencem?
Essa é uma questão fundamental, tendo em vista que
as crianças que vêm para a escola são provenientes de contextos socioculturais
diferentes. Assim, há crianças para as quais os pais leem histórias desde muito
pequenas e que vivenciam ou presenciam vários aros significativos de leitura ou
escrita no seu cotidiano. Outras geralmente as das camadas populares têm menos
ou pouquíssimo contato com sujeitos letrados. Desse modo, se tivermos a clareza
de que as possibilidades de as crianças aprenderem e se desenvolverem são
determinadas pelo tipo de experiência e pela qualidade das interações que
estabelecem~ temos que levar em conta os contextos de onde estás são
provenientes e tomá-los como ponto de partida para o desenvolvimento de
nossa prática pedagógica. A partir daí, caminharemos no sentido de lhes
possibilitar esse acesso, de forma significativa, não importando em que níveis
de escolaridade elas estejam.
2.3
-
Problemas de Aprendizagem Específicos da
Escrita
Os problemas de aprendizagem podem manifestar-se
através de dificuldades no aprendizado ou aquisição da escrita, da leitura e da
matemática (CUPELLO, 1998; GOLDFELD, 1998; GUERRA, 2002; 3AKUBOVICZ, 2004).
A dificuldade na leitura é conhecida corno dislexia
e trata-se de um transtorno ou dificuldade no aprendizado da leitura, que se
manifesta durante a alfabetização e ocasiona erros corno soletração errônea,
comissões e substituições durante a realização da leitura (GUERRA, 2002; 3AKUBOVICZ,
2004).
O termo discalculia refere-se a uma dificuldade em
executar operações matemáticas; este transtorno interfere de maneira
significativa no rendimento escolar. A discalculia está muitas vezes associada
à dislexia, bem como a problemas emocionais, e outros (GOLDFELD, 1998; GUERRA,
2002; JAKUBOVICZ,2oo4).
Lefèvre (1975) apud Floraes (1998) não concorda com
a última citação acima, pois
acredita que ~a disgrafia relaciona-se, principalmente, a dificuldades motoras
e espaciais, encontradas em quadros neum!6gicos evidentes~.
Peña-Casanova (1997) vê a disgrafia como uma
incapacidade parcial de expressar-se através da escalfa; está relacionada a
alterações no formato, direção e/ou sentido do traçado dos grafemas, que de
qualquer forma comprometa a decodificação do produto gráfico' (TEDESCO, 1997).
Com relação às principais características
encontradas em crianças disgrafias, a autora Leão (2004) citou três: má
organização da página: aspecto ligado à orientação espacial; apresenta urna
escrita desordenada do texto com margens mal feitas ou sem as margens; espaços
irregulares entre as linhas e escoa ascendente ou descendente; má organização
das letras: aspecto mostrando a incapacidade de submissão às regras
caligráficas, com má qualidade no traçado, letras com hastes deformadas,
retocadas, irregulares e atrofiadas, erros de formas e proporções:
desorganização das formas, escrita alongada ou comprida, dimensão pequena ou
grande demais, referindo-se ainda ao grau de limpeza do traçado.
A autora Guerra {2002) se refere à disortográfica
corno sendo uma dificuldade na escrita relacionada aos processos de ortografia
e que ocorre apenas quando a escrita envolve o fator semântico (formulação) e o
fator sintático (codificação), fator estes que antecedem o ato de escrever;, ou
seja, consiste numa escrita com numerosos erros e que se manifesta logo após
ser adquirido o mecanismo da leitura e da escrita (LEÃO, 2004). De maneira mais
clara, pode-se dizer que "a disortográfica é a escrita incorreta, com
erros e trocas de grafemas" (MORAES, 1998).
Ao realizar uma análise da produção escrita de 514
crianças, o autor Zorzi (1998) classificou os erros ortográficos erro
alterações ou erros decorrentes da possibilidade de representações múltiplas;
alterações ortográficas decorrentes de apoio na oralidade; orr/ssão de letras;
erros por segmentação indevida; erros por confusão entre as terminações
"am" e "ão»; generalização de regras; substituições evolvendo a
grafia de fonemas surdos e sonoros; acréscimo de letras; letras parecida; inversão
de letras; outros erros.
O autor Fonseca (1995) diferenciou os termos
disgrafia e disortográfica relatando que a disgrafia é mais um problema de
execução, ao contrário da disortográfica que. se destaca corno um problema de
formulação, enquanto que a disgrafia é urna apraxia que afeta o sistema viso-
motor e a disortográfica compreende um problema da expressão escrita que afeta
a ideação, a formulação e a produção, bem corro os níveis de abstração.
Cuba dos Santos e apud Berberian et ai. (2003) e
Fonseca (3995) relataram que as manifestações dos distúrbios da leitura e da
escrita são caracterizados à vista de dificuldades na aquisição e na fixação de
objetos escritos, corno: Inversão na ordem das letras; adição de letras e
silabas; confusão entre letras de formas semelhantes; união de duas ou mais
palavras; dentro outros.
Para saber ler e escrever, a criança precisa
estabelecer a correspondência entre o código escrito e o falado, e compreender que a fala é representada através de palavras constituídas de unidades
menores, as quais combinando-se entre si
e de maneiras diferentes, dão origem a outras palavras. Para que isso
ocorra, ela deve
Zorzi (1998) considera a escrita corno sendo um
processo de formação de conhecimentos, onde o aprender a escrever não se reduza
urna simples associação entre letras e sons ou a fixar a forma das palavras.
Corresponde a um processo de conceitualização de linguagem.
As dificuldades de aprendizagem e os problemas na
alfabetização continuarão existindo; mas, é possível e importante compreender
as dificuldades para poder reduzir o impacto delas na vida das crianças.
Gontález Cabanach e Valle Afias 0998) ideal/ficaram
que crianças que apresentam dificuldades na aprendizagem têm uma imagem de si
mesmas e uma auto estima significantemente mais negativas, especialmente a
respeito das diferentes áreas acadêmicas e, também, na área das relações
sociais; atribuindo, de preferência, seus fracassos a causas internas (fatores
intrapessoais) e não externas, responsabilizando-se menos pelos seus êxitos; e
encontrando-se menos motivadas tanto intrínseca (melhorar e ser mais
competente) quanto extrinsecamente (conseguir aprovação social).
Tal fato é bastante insatisfat6rio, porque alunos
com problemas de aprendizagem, que atribuem fracasso escolar a fatores
externos, por exemplo, podem estar funcionando de uma maneira mais adaptativa
do que alunos que, na mesma conclusão, acreditam que fracassaram devido à falta
de inteligência. Atribuições a causas externas, por serem passiveis de mudança,
podem aumentar-lhes as expectativas de sucesso (Bomchovith, 1994).
2.4
O papel do Psicopedagogo frente as dificuldades de aprendizagens.
O entendimento do papel do psicopedagogo no
atendimento às dificuldades de aprendizagem é diariamente vivenciado no espaço
escolar e no trabalho pedagógico do professor. Estas vivências e angústias
acompanham crianças, pais e professores na relação do processo de construção do
conhecimento.
Pode-se verificar que a psicopedagogia acompanha a
necessidade de organizar os variados processos que fazem parte do aprendizado
humano, refletindo questões relacionadas ao desenvolvimento cognitivo,
psicomotor e afetivo à situação de aprendizagem do sujeito aprendente. E sua
ação atua não só no interior do aluno, mas, busca sensibilizá-lo para a
construção do conhecimento, respeitando seus desejos, necessidades com o
acompanhamento do professor. Este, como facilitador do processo de ensinar e
aprender, faz diferenças na construção do conhecimento do sujeito, e precisa
estar aberto a repensar práticas metodológicas que possibilitem o
desenvolvimento cognitivo na escola, como espaço fundamental na construção da
identidade do indivíduo, pois atua na formação de valores e princípios que irão
nortear e aprendizado e a vida cognitiva de seus escolares.
O psicopedagogo constantemente acompanha junto aos
professores e coordenadores o aprendizado de seus educandos, orientando-os e
discutindo essas relações. Discute conteúdos, formas de aprender e ensinar, as
avaliações, relação família e escola e, ainda, faz a ponte entre profissionais
que amam de forma multidisciplinar no acompanhamento do desenvolvimento humano,
como neurologistas, fonoaudiólogos, psicólogos e fisioterapeutas. 0
comprometimento de todos os envolvidos no processo de construção de
conhecimento embasam decisões da ação psicopedagógico para o sucesso do
acompanhamento as dificuldades de aprendizagem.
Constata-se que os problemas de aprendizagem são
presença constante em sala de aula e sanar essa problemática requer
comprometimento com as dificuldades, pois sabe-se que vínculos negativos com o
objeto de conhecimento efetivam problemas para aprender.
O estado evidência o papel do psicopedagogo clinico
diante da forma de ensinar e aprender com ações que repensem o ato de aprender,
as práticas pedag6gicas, avaliações, planejamentos, abraçar e considerar o
educando em suas dimensões incluindo as dificuldades, e auxiliando-os a
superá-las. O artigo faz uma abordagem das aprendizagens de crianças com
dificuldades, e como isso os tem levado ao fracasso escolar. Frente a essa
problemática, o psicopedagogo vem organizar a relação da aprendizagem e
acompanhar suas angústias, a relação dos familiares, professores e os
envolvidos ria construção do conhecimento desses escolares. Sugere, em sua atuação,
intervenções que solucionem a busca da aprendizagem e que resgatem os elementos
essenciais do ato de aprender.
A grande questão é: Que caminhos o psicopedagogo
deve tomar para uma ação efetiva diante as dificuldades de aprendizagem? Para
responder a ela, realizou-se uma pesquisa qualitativa, com contam direto com a
criança observada e o ambiente escolar. Analisou-se, também, o processo de
dificuldade de aprendizagem e como acontece a intervenção do psicopedagogo para
a superação destas dificuldades. Os instrumentos utilizados para o alcance de
conclusões foram a observação, como também a entrevista, EOCA- Entrevista
Operatória Centrada na Aprendizagem; a EFES - Entrevista Familiar Exploratória
Situacional; o teste da Psicogênese; e provas do diagnóstico Operatório de
Piaget.
Entender a realidade que envolve a dificuldade de
aprendizagem é algo importante para o âmbito escolar, pois nele se vivencia
constantemente esse processo‑ Boa parcela dos que lidam com o processo de
aprendizagem deparam-se com o desafio de superar tais questões, porque não é
algo há ser resolvido em curto prazo e de forma técnica. Requer um trabalho
teórico, profissionais competentes, dedicação da complexidade humana em seus
amplos aspectos: biológico, psicológico, cognitivo e social.
As
explicações produzidas ao longo das últimas décadas podem ser agrupadas em três
grandes grupos de reflexão: Um primeiro que assume o enfoque orgânico; um que
enfatiza o lado psicológico e a influência do ambiente externo; e, por último,
um grupo mais recente que procura tratar as questões de aprendizagem e do
fracasso escolar numa perspectiva multidimensional! e interdisciplinar
(MANTOVAN1NI. 200h21).
Segundo Mantovanini (2001),
todo o processo educativo historicamente assentado no capitalismo, ao pensar no
ser humano, esquece as forma do trabalho pedagógico voltado para suprir as
dificuldades de aprendizagem. Outros aspectos importantes e relevantes, no
processo eduea6vo, são outros fatores que colaboram no processo, como insuficiência
de verbas para a educação, a desvalorização da carreira docente, as
deficiências na formação de professores, atenção precária por parte da família,
além de inúmeros outros problemas.
Como se pode notar, as
questões que justificam o baixo rendimento de qualquer aluno e o descaso com o
aprendizado estão presentes na escola pública ou particular.
Os ambientes para organizar o aprendizado são
importantíssimos para a atuação do psicopedagogo. É nesses ambientes que a
competência, apoio e orientações à ação educativa, possibilitam e estabelecem
critérios para melhorar a ação pedagógica dos processos educacionais. Qualquer
que seja seu campo de atuação profissional, o objetivo primordial é estabelecer
a união entre teoria explicativa e a ação prática.
O campo de
atuação do psicopedagogo refere-se não só ao espaço físico onde se dá esse
trabalho, nas especialmente ao espaço epistemológico que lhe cabe, ou seja, o
lugar deste campo de atividade e o modo de abordar o seu objeto de estudo
(BOSSA, 1994.'22).
Segundo Bossa (1994), ao psicopedagogo cabe:
detectar as possíveis perturbações no processo de ensino-aprendizagem;
identificar, analisar e elaborar uma metodologia de diagnóstico e intervenção
com o objetivo de sanar as dificuldades de ensino e aprendizagem; participar da
dinâmica da relação da comunidade educativa como um articulador entre o ensinar
e o aprender, entre a família, a escola e a comunidade; atuar junto ao corpo
docente promovendo orientações metodológicas de acordo com as características do
grupo, enfatizando os aspectos relevantes do planejamento e do desenvolvimento
das respostas educacionais, curriculares e organizacionais; realizar processos
de orientação educacional, vocacional; essa orientação consiste em orientar o
aluno na construção de seu projeto de vida, com clareza, raciocínio e
equilíbrio e resgatar o interesse dos alunos pelos estudos; consiste em
organizar a vida escolar do aluno quando o mesmo não consegue fazê-lo
espontaneamente, com ações que promovam melhor uso do tempo, elaboração de
agenda e dicas como estudar, como se preparar para a prova, como escrever um
texto; apropriação dos conteúdos escolares.
Para Bossa (2004), o objetivo do psicopedagogo é
promover o domínio das disciplinas escolares em que o aluno demonstro dificuldade,
utilizando o conteúdo escolar como estratégias para enfatizando os aspectos
relevantes do planejamento e do desenvolvimento das respostas educacionais,
curriculares e organizacionais; realizar processos de orientação educacional,
vocacional; essa orientação consiste em orientar o aluno na construção de seu
projeto de vida, com clareza, raciocínio e equilíbrio e resgatar o interesse
dos alunos pelos estudos; consiste em organizar a vida escolar do aluno quando
o mesmo não consegue fazê-lo espontaneamente, com ações que promovam melhor uso
do tempo, elaboração de agenda e dicas como estudar, como se preparar para a
prova, como escrever um texto; apropriação dos conteúdos escolares.
Para Bossa (2004), o objetivo do psicopedagogo é
promover o domínio das disciplinas escolares em que o aluno demonstro
dificuldade, utilizando o conteúdo escolar como estratégias para fornecer ao
aluno condições necessárias ao desenvolvimento cognitivo. No desenvolvimento do
raciocínio, a atuação do psicopedagogo consiste em criar, através do lúdico, um
contexto de observação e diálogo sobre processos de pensar e de construir o
conhecimento. Neste sentido, fica claro que a forma de amar deste profissional
deve ser junto ao educando que apresenta problemas de aprendizagem, com o
objetivo de identificar os fatores que interferem no processo, auxiliando-o a
superar as dificuldades, através de acompanhamento.
Segundo Bossa (2004), a psicopedagogia entende que o
desenvolvimento e a aprendizagem precisam ser vistos a partir do olhar abrangente
sobre o sujeito, no seu desenvolvimento, suas diferenças individuais,
históricas e sociais. Esse aspecto nos remete à necessidade de caracterizarmos
melhor os tipos de dificuldades de aprendizagem, sua natureza e os fatores mais
relevantes na intenção de atingirmos, como resultado de impacto social, o
fracasso escolar em última instância. Reconhecem-se as dificuldades em
estabelecer parâmetros, que resgatem o processo histórico e reavalie ações com
propostas de retirem e afastem os educandos das dificuldades de aprendizagem,
foco da psicopedagogia, tendo a intervenção com o aprendizado e o
desenvolvimento humano.
A falta de preparo da escola e consequentemente dos
educadores em lidar com o processo de aprendizagem, geram consequências como
diagnósticos imprecisos e demorado que trazem prejuízos dolorosos, uma vez que
a criança passa a ser rotulada e vista como "aluno problema". Isso
implica a necessidade de uma prática que busque contribuir para melhor
compreensão desse processo.
O trabalho psicopedagógico pode conscientizar os
educadores quanto à necessidade de repensar suas práticas, aprofunda, tem seus
conhecimentos sobre as teorias de aprendizagem, para que reconheçam nas
dificuldades de aprendizagem um espaço de comprometimento com toda as complexidades
e particularidades do ensinar e aprender dos educandos. Desta forma o educador
no processo de ensino/aprendizagem passa a ser o aprendente das v ~arias formas
de ensinar.
3.0
Conclusão
Os erros fazem parte do sistema de apropriação da escrita, sendo
realizados por todo iniciante no processo de aquisição da escrita.
O
aprendizado se modifica na medida em que a criança tem oportunidade de interagir.
É com a
escrita e aprender novos
elementos que permitem maiores conhecimentos.
A presença de erros, bem corno a frequência do mesmo tipo de erro, podem
revelar urna dificuldade ou transtorno no aprendizado da linguagem escrita, mas
também podem ser indicativos do conhecimento que a criança tem da escrita e em
que fase de desenvolvimento encontra-se. Dessa forma, conhecê-los é fundamental
para que estes dados não levem a um rótulo de pseudodistúrbiode aprendizagem.
É importante e necessário que todo profissional que
trabalhe com a escrita
conheça o processo de aquisição normal da mesma, paro que só então possa
diferenciar o que é normal e o que está alterado.
conheça o processo de aquisição normal da mesma, paro que só então possa
diferenciar o que é normal e o que está alterado.
O profissional que atua com distúrbios de escrita
precisa ter clara sua concepção de escrita, bem come o que é importante para um
bom diagnóstico e intervenção, baseando-se sempre pelo processo normal de aquisição
e não apenas pelos erros apresentados, analisando de forma critica os critérios
e as concepções nas quais estão se apoiando.
Os profissionais precisam, acima de tudo lembrar que
estão lhe dando com seres humanos e que cada um tem suas diferenças
individuais, incluindo suas diferenças culturais, orgânicas, linguísticas e
educacionais que participam do processo de aquisição da escrita, percebe-se que
uma das grandes preocupações no dia a dia dos escolares está relacionada às
dificuldades na aprendizagem e, consequentemente, ao fracasso escolar. Embora
questões como metodologia, currículo, qualificação profissional ou a própria
questão social sejam apontados como possíveis causas para essa problemática, a
culpa ainda é atribuída os alunos. Mesmo sabendo que a responsabilidade de
ensinar cabe ao professor, verificando o processo de construção de conhecimento
requer da criança, da família e dos professores repensarem suas experiências de
ensinar, a sua ação pedagógica e não perderem de vista o educando como aquele
que constrói sua relação com a aprendizagem.
As críticas sobre o sistema educacional e o fracasso escolar apontam que poucas são as
alternativas apresentadas para o problema, o que implica alto índice de reprovações. É
prováveI que algumas mudanças na estrutura social, política e econômica viessem a
possibilitar a educação de qualidade. Selado assim a limitação do sistema educacional no qual
se encontra a escola, e a complexidade de fatores que interferem no processo de
aprendizagem, surge à necessidade de tentar novos rumos buscando alternativas viáveis.
As críticas sobre o sistema educacional e o fracasso escolar apontam que poucas são as
alternativas apresentadas para o problema, o que implica alto índice de reprovações. É
prováveI que algumas mudanças na estrutura social, política e econômica viessem a
possibilitar a educação de qualidade. Selado assim a limitação do sistema educacional no qual
se encontra a escola, e a complexidade de fatores que interferem no processo de
aprendizagem, surge à necessidade de tentar novos rumos buscando alternativas viáveis.
Fazendo-se necessário a apropriação do processo de
aquisição da escrita, como base para uma intervenção adequada à necessidade de
cada indivíduo. Todos os envolvidos no processo de ensino aprendizagem devem
está em íntima parceria para que a aprendizagem seja significativa e de
qualidade conquistando assim o grande desafio proposto neste artigo. A
aprendizagem da linguagem escrita.
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Reflexões sobre alfabetização. Traduzido por: Horácio Gonzáles. 24 ed. São
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